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terça-feira, 26 de maio de 2009

And then came the rush of the flood...


Estava perdido...
O coração batia forte, acelerado, como se tivesse partido milhas a pé. Milhas e milhas espalhadas em circulos ao redor do quarto grande demais.

Quis o destino que ele abrisse a porta errada, do guarda roupa errado, no pior dos dias. E que lá encontrasse aquelas cartas, pedaços embolorados de um passado acalentador.

Surpreendeu-se ao tomar nas mãos as memórias vergastadas por um bolor marrom de cheiro acre, que havia infestado os pedaços de papel. Pedaços que haviam sido completamente preservados de qualquer contato externo, longe de traças ou quaisquer coisas que pudessem lhes fazer mal. Fragmentos de momentos felizes, agora rotos e cobertos de bolor.

Leu rapidamente todas aquelas citações de mulheres tristes, que tinham como objetivo provar um amor que não precisava de provas. O tipo de amor que se impregna na parede, que escorre pelas ventarolas, que inunda o mundo.

O tipo de amor que traz os pesadelos...

De repente, entre as leituras, sentiu algo correr por seu rosto. Eram as intrometidas de outrora, quentes e constantes. Sua única companhia naquele quarto há pouco tempo atrás. E por tempo demais, pensou.
As velhas conhecidas o puseram abaixo, e o pranto permaneceu incontido noite adentro. Foi abafado pelo cansaço horas depois.

Mas a saudade permaneceu. Não saudade de uma pessoa, mas sim daquela sensação...
Saudades de sentir que sabe exatamente o que quer.

Ausência

Galera, quero desde já pedir desculpas pelos (praticamente) 2 meses de abandono pelos quais o blog passou. Eu e o Johnny andávamos tremendamente ocupados (o Johnny nem tanto antes, e duplamente agora xD), e isso nos manteve a uma certa distância de nossas vidas, mas de agora em diante isso vai mudar!

Até o fim da semana concluo a minha esperada (???) review de maio (vou pular abril, por motivos óbvios). Como Junho é conclusão de semestre (leia-se, calhamaço cruel de provas e trabalhos sádicos), provávelmente não teremos muito movimento no blog, ao menos não de minha parte, mas vou pentelhar o Johnny pra tentar deixar nosso conteúdo em dia com as suas expectativas.

OK, explicações dadas. Agora, no post acima, continuamos com nossa programação normal \o/

quinta-feira, 12 de março de 2009

Rory Gallagher

"Jimi hendrix was once asked 'what is it like being the greatest living guitarist?' and he looked up and said 'I dunno, ask Rory Gallagher that question sir' "
Há cerca de 60 anos atrás nasceu em Cork, Irlanda, um dos artistas solo mais sensacionais que eu já ouvi. Embora não seja tão reconhecido quanto deveria, Rory Gallagher foi uma das figuras mais importantes do blues/rock de seu tempo, tendo tocado ao lado de nomes como Muddy Waters (solo) e Jack Bruce (Cream), entre diversos outros. Fora os artistas diretamente influenciados pelo seu estilo, gente miúda como Johnny Marr (The Smiths), Brian May (Queen) e até o próprio Eric Clapton (Clapton afirma que Gallagher foi o responsável por sua "volta ao Blues").

E como é que um cara desses simplesmente desaparece? Quando eu descobrir conto pra vocês, mas não falemos de coisas tristes, ok?

Sou suspeito pra falar desse irlandês safado, já que Deuce (o álbum que eu estou disponibilizando para download através deste post) tem lugar garantido entre meus favoritos, mas como até hoje não ouvi alguém dizer que não gostou do que ouviu quando teve seu primeiro contato com esse album (os outros já não tiveram tanto retorno positivo, mas ainda são excelentes) creio que esse seja uma boa opção pra quem quer "experimentar". Aliás, outro motivo para eu ter escolhido disponibizar este album é por ele ter sido o primeiro trabalho do cara que eu escutei, e foi amor à primeira "ouvida" xD

Gallagher teve uma carreira bastante frutífera (são cerca de 10 albuns, contando os ao vivo, até o fim dos anos 70), mas que perdeu um pouco do pique depois da áurea década. Chegou nos anos 80 meio balofo e com um som canastrão demais, dando sinais de fim de carreira (embora Fresh Evidence tenha acabado em uma turnê muito bem sucedida nos EUA). Ainda assim, permaneceu na ativa, fazendo shows e apresentações especiais com diversas personalidades ilustres da história do rock até as vésperas de sua morte. Gallagher, assim como todas as outras personalidades marcantes dos anos 70, tinha sérios "problemas de saúde" decorrentes do uso abusivo de drogas e afins (no caso de Rory, ocasionados pelo uso abusivo de álcool e calmantes para controlar seu medo de avião). Em sua última performance, em 10 de Janeiro de 1995, já estava com a saúde visívelmente debilitada, e pouco depois foi internado, precisando de um transplante de fígado.

O transplante foi quase bem sucedido, mas ao final da operação Rory foi tomado por uma infecção generalizada e morreu, em 14 de junho de 1995, sem deixar esposa ou filhos. Está enterrado em Ballincollig, Irlanda, no cemitério de St. Oliver, embaixo de uma lápide que tem o mesmo formato do prêmio de "Melhor Guitarista Internacional do Ano", que ganhou em 1972. (essa que está na foto acima)

Espero que vocês gostem galera, lembrando sempre que o intuito do link abaixo é simplesmente a divulgação do trabalho para experimentação. O arquivo deve ser deletado de seus computadores após NO MÁXIMO 24 horas de utilização.

DOWNLOAD

Abração, galera, até logo! E, aliás, desculpem pelo ligeiro abandono em que o blog atualmente se encontra, isso vai mudar, e logo!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Confissões de adolescente


Esse é um poema dedicado a todos os retardatários que, como eu, estão a anos andando por aí com as mãos amarradas em figa 8 meses/ano esperando chamadas complementares, ao menos desde o primeiro fracasso. Ele é especialmente dedicado áqueles pobres coitados que já estão com quase 22 anos na cara, meio escalpo branco, cara de tio da Sukita e que são abordados por pessoas cobertas de lama pelas ruas dizendo, entre soluços cachaçais "Ah, me dá só um moedinha aí, vc sabe bem como é ser calouro, não sabe?"

Eu singelamente o batizei "Ode ao mancebo que parte de sua crisálida em direção ao mundo novo, inserindo-se em um templo de sabedoria imortal entupido de libertinos procrastinadores dispostos a orgias sem fim regadas a les boissons, les stupefiánts et de plaisir - nº 3"

Hoje pela manhã
acordei morto de preguiça
Bartô deu uma de trator
Durmi bem que "é uma diliça"...

Acordei de sobresalto
atrasado como sempre
o "tel" tocou durante o banho
molhei todo o ambiente!

No telefone, trovejante,
Era o chefe cobrando:
"Vamo logo, seu Ronaldo?"
"10 minutos tou chegando..."

Corremos com o Palio roxo
Em direção aos Correios
Para coletar um documento
quem me custou 62 "cruzeiros" x_x

Do Tarumã ao centrão
E pela rua saí ligeiro
Me esquivei dos Marxistas
Que brigavam por dinheiro

Adentrei o prédio velho
Desci escadas, peguei fila
Minha barriga urrava
como se eu tivesse lombrigas (yuck...)

Tiraram sarro da minha foto
pegaram minhas digitais
E me encaminharam logo
pros procedimentos finais

Mas, na hora, DESESPERO!
Faltava uma cópiadohistóricoescolar (!!!)
"Ai meu Deus do céu, e agora?"
"Corre ali que ainda dá!" (quase não consigo rima!)

corri o máximo que pude
Dodging again the Marxistas (haha, agora eu apelei)
Que, como era de se esperar
tacavam a boca na polícia

Logo estava de volta
com o documento nas mãos
"vai com Deus, fio, e volta dia 2
pra definir a língua padrão"

Foi corrido, foi sofrido
mas completamente sensacional
Agora que me caguem, mijem vomitem,
pouco importa, afinal... CALOUREI NA FEDERAL \o/

Aproveitar bem tardes ociosas é um dom... (que eu não possuo)

Aliás, tou saindo hoje pro Psicodália, e esse é o motivo de o blog já ter começado parado, afinal, eu e o Johnny tamos ocupados e viajando nessas últimas semanas.

Orelhas em pé, criançada, na terça-feira de retorno do psicodália vai rolar um post do Smoke 'n' Beer com participações ultra-especiais!

Abraaaaço!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Blowin' in the Wind


-Sei lá, estou chateado...

-Com o que?

-São essas coisas, essas palhaçadas da vida, que me deixam bolado, sabe? Você passa uns 2 meses comendo a bosta do pasto do capeta, e derrepente o céu é azul de volta. E a pergunta que te assola sempre é "e até quando, quanto mais?", mas você nunca sabe, e tem que se escanelear pra aproveitar aquele grãozinho até a ultima fibra...

-Mas não é isso que faz com que as coisas fiquem ainda melhores? Sabe, tipo aquele papo mole de que não existe churros sem doce de leite, blá blá blá?

-Uau, Zibia Gaspareto! Essa foi inspiradora... (aquela cara de cú preenche a cozinha, derramando-se vagarosa por entre as frestas da janela da lavanderia) Mas sério, como é que pode ser certo passar a vida toda perseguindo um ideal completamente baseado em sofrimento, desconsolo e alívio? Será que é justo viver com o único intuito de se foder um pouco menos?

-E o que é justo nesse mundo?

-........................................................quando você resolver tirar a cabeça de dentro da bunda e conversar eu estarei na sala, acompanhado de alguém muito mais interessante (acende um cigarro, fazendo a pose que ninguém veria ou deixaria de ver...)